Sábado, 19 de Maio de 2007

Brincadeiras perigosas

Ao passar os olhos pelos jornais de hoje houve duas notícias  marcaram-me particularmente.
A primeira marcou-me porque trata-se da morte de um jovem de 13 anos na sequência de uma brincadeira.
No Correio da Manhã de hoje lê-se:
"David, um rapaz de 13 anos, morreu ontem afogado na lagoa de uma pedreira, perto da Quinta da Cavaleira, Sintra, que GNR e Protecção Civil dizem que não conheciam. O jovem terá dito aos colegas que sabia nadar. E um deles, na brincadeira, atirou-o à água. Vendo a aflição de David, os colegas ainda tentaram socorrê-lo, em vão. David morreu. O alerta caiu no INEM às 14h27, mas o corpo só foi encontrado, por mergulhadores, às 16h32, devido à profundidade da lagoa e da sujidade da água (lodo)."


A segunda notícia não tem a ver com morte mas não deixa de ser preocupante.
No jornal Público de hoje lê-se:
"Violência de colegas obriga criança com cancro a deixar a escola Miguel sofreu um cancro, vários internamentos, quimio e radioterapia

O Miguel ainda não foi às aulas este período. Há um somatório de episódios a atormentar a sua memória. Chamam-lhe "surdo", por ter perdido parte da audição com os tratamentos. Chamam-lhe "porco", por não usar o balneário. Um dia, um dos rapazes apanhou-o no corredor e "obrigou" outro a puxar-lhe as calças, enquanto lhe chamava "aquilo que é o contrário de gostar de mulheres". Já lhe aconteceu encontrar a mochila "cheia de ranho"


Quem convive com jovens constata que brincadeiras destas são, infelizmente, muito frequentes. Se no primeiro caso se trata de imprudência, de que a idade parece ser a principal responsável já o segundo caso configura uma situação de
Bullying.
Enquanto o país, anseia desesperadamente por um desfecho feliz a menina Madeleine Beth Mccann importa reflectir sobre a consequência de estas e outras brincadeiras entre jovens.

Promover um relacionamento saudável entre jovens é um desafio para pais, professores e essencialmente para os jovens.....


Publicado por Domingos Oliveira




publicado por Oitavo-C às 19:30
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Domingo, 13 de Maio de 2007

Adolescência - Ao encontro de sí mesmo

Tinha previsto falar hoje das modificações na adolescência.
Pode-se  dizer que a adolescência é uma extraordinária etapa na vida de todas as pessoas. É nela que a pessoa descobre a sua identidade e define a sua personalidade. Nesse processo, manifesta-se uma crise, na qual se reformulam os valores adquiridos na infância e se assimilam numa nova estrutura mais madura.

A adolescência é uma época de imaturidade em busca de maturidade. E uma das características da maturidade é a honestidade. Por isso não resisto a trazer aqui este belo conto intitulado "Nenhuma Flor" que encontrei referido nas Páginas da Educação  com a localização original em a Aldeia.
Para breve ficarão outras abordagens à temática da adolescência.


***

                                     Nenhuma flor

 


Há muito, muito tempo, um príncipe de um grande país, em vésperas de ser coroado imperador, precisava, para cumprir a lei, de se casar.

Resolveu, então, escolher uma entre todas as raparigas da corte e do país. Fez, pois, anunciar que receberia numa celebração especial todas as pretendentes e que nessa altura lançaria um desafio.

Uma mulher, serva do palácio havia muitos anos, ouviu comentários acerca dos preparativos da festa e deixou cair uma lágrima. Conhecia bem o amor que a sua filha tinha pelo príncipe.

Quando, em casa, contou à filha a novidade, surpreendeu-se com a reacção.

– Minha filha querida, que vais lá fazer? Estarão presentes as mais belas e ricas raparigas da corte. Não transformes o teu sofrimento em loucura.

Mas a filha respondeu:

– Não, mãe, não sofro nem estou louca. Sei que jamais poderei ser a escolhida, mas assim terei oportunidade de ficar, pelo menos alguns momentos, perto do príncipe. E isso já me torna feliz.

Na noite marcada, chegou ao palácio. O brilho das luzes não conseguia ofuscar os vestidos, as jóias e os penteados das pretendentes.

O príncipe não demorou a lançar o desafio:

– Darei a cada uma de vós uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor será minha esposa e a futura imperatriz.

O tempo passou. A nossa menina não tinha muita habilidade na arte da jardinagem, mas cuidava da sua semente com paciência e ternura. Sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma medida do seu amor, não precisaria de se preocupar com o resultado.

Mas passaram três meses e nada surgiu; seis meses, e a semente não se transformou em flor...

Mesmo assim a rapariga voltou ao palácio no dia combinado. Estava feliz com a perspectiva de passar mais alguns instantes na companhia do príncipe. Nada mais esperava. Chegou ao palácio com o vaso vazio...

Todas as outras raparigas apareceram com flores belíssimas, das mais variadas formas, cores e cheiros. O palácio transformara-se num imenso jardim.

Chegou finalmente o momento esperado. O príncipe passou junto de todas as pretendentes, observando com muito cuidado todas as flores. Quem o conhecia bem notou-lhe no olhar uma sombra de divertimento.

Por fim, anunciou que a sua futura esposa seria... a menina que não trazia flor.

Ora, isto provocou as mais variadas reacções de espanto. Por isso, o príncipe quis explicar a sua escolha:

– Esta menina foi a única que cultivou a flor que torna uma pessoa digna de se tornar imperatriz: a flor da honestidade. Porque todas as sementes que entreguei eram estéreis...

 

Autor desconhecido

 

Desejo a todos um feliz domingo.

 

Publicado por Domingos Oliveira

publicado por Oitavo-C às 15:25
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Domingo, 6 de Maio de 2007

Feliz dia Mãe

 

Mãe! Vem ouvir...

Mãe!

Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei! Traz tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue verdadeiro, encarnado!

Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!

Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede!

Eu prometo saber viajar.

 Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a  contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.

Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa na nossa casa. Como a mesa. Eu também quero Ter um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.

Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!

Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!

Almada Negreiros


 

Publicado por Domingos Oliveira

publicado por Oitavo-C às 05:38
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Mãe Natureza

É da Natureza que o Homem retira tudo aquilo que precisa. Por isso há até quem use a expressão Mãe Natureza.
No entanto a relação entre o Homem e a Mãe Natureza não tem sido uma relação de respeito mútuo.
A degradação das condições ambientais assume uma proporção cada vez mais dramática.
O rapper português Vasco Viana alerta neste vídeo para a imediata tomada de consciência das consequências dos nossos actos.
Nas vésperas do Dia da Mãe é bom que também pensemos nesta nossa outra mãe.


Publicado por Domingos Oliveira
publicado por Oitavo-C às 22:13
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